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Ensaios Fotográficos

Inter-ferir, celebrar – encontros com o Divino. Laura de Aguiar Miranda.

Sequência fotográfica da cerimônia de tombamento do mastro que marca a finalização das celebrações da festa do Divino Espírito Santo. É um momento de expressão da presença singular de cada um/a, emergindo de um comum construído nos rituais sempre coletivos, em todos os dias de preparação e de celebração. É uma experiência de pertencimento a contrapelo do apagamento na colonialidade.

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Foto 1_Incensando (1)
Foto 2_As Caixeiras (1)
Foto 3_Ladainha (2)
Foto 4_Alumeia (1)
Foto 5_Sacramento divino (1)
Foto 6_Louvação (2)
Foto 7_Inter-ferir, celebrar (1)
Foto 8_Gestual (1)
Foto 9_Divino (1)
A mão (in)visível da reciclagem. Maria Raquel Passos Lima.

No Brasil, a reciclagem é feita por uma infinidade de mãos que coletam, classificam e ordenam uma diversidade de materialidades advindas de múltiplos destinos. Um trabalho com formas de organização e códigos, que exige técnicas e práticas específicas, habilidades. Os catadores operam um verdadeiro resgate dando nova vida aos objetos. A passagem pelas suas mãos permite a conversão do descartado em uma nova matéria-prima, o “material reciclável”. A atividade é o meio pelo qual milhares de pessoas constroem suas vidas dignamente, movimenta uma extensa economia centrada na reciclagem além de realizar um serviço ambiental para toda a sociedade.

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01 mão (in)visível
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As quitandas de Senísia. Juliana Lucinda Venturelli.

Senísia Rezende vive na Fazenda Ribeirão, em Luminárias (MG) de propriedade de seu sogro, Sr. José Benício. A morada é um casarão secular onde vive a quinta geração da família. Os mais antigos nasceram no casarão.

Ela é a responsável pela produção de quitandas, como são conhecidas as broas, biscoitos, sequilhos e outras delícias mineiras degustadas nos lanches e merendas. Aos sábados, ela começa os trabalhos bem cedo: acende o forno à lenha e inicia a preparação das massas. Senísia passa o dia enrolando as broas de fubá e de amendoim, os biscoitos de sal amoníaco e de polvilho, quitandas que garantem a merenda da família Rezende durante a semana. E são muitas as fornadas. Ao final do dia, ela passa um café do jeito mineiro (coador de pano e água fervida com açúcar) para acompanhar as broas e biscoitos ainda fresquinhos, crocantes e macios.

*2021. Projeto Veredas & Ofícios, Instagram @veredaseoficios

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1. Casarão secular da família Rezende
2.  Fazenda Ribeirão, Luminárias
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11. Fim da quitanda, Senísia e as panelas descansam
Performance Pankararu na cidade de São Paulo. Marcos Alexandre Albuquerque. 

Os indígenas Pankararu migraram de Pernambuco para a cidade de São Paulo há mais de 60 anos. Há mais de duas mil pessoas nesta cidade e elas moram em sua maior parte na favela do Real Parque, no bairro do Morumbi. Eles criaram a associação SOS Comunidade Indígena Pankararu como forma de reivindicar seus direitos. Eles realizam apresentações da performance “dança dos praiás” nas arenas da cidade, uma versão heterodoxa de uma dança ritual restrita às suas aldeias em Pernambuco, para reforçar a legitimidade de suas demandas políticas, culturais, educacionais, de saúde, entre outras.

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O mutirão da mandioca: conectando as Américas. Juliana Lucinda Venturelli. 

Em Boa Vista a atividade principal é a agricultura tradicional: aragem da terra com carro de boi, moagem de fubá em moinho de pedra, entre outras. Este ensaio fotográfico retrata a confluência de saberes entre a comunidade local e um americano que vive há seis anos na região. George Boyd, afinador de pianos e multitalentoso para marcenaria e construção de maquinários em geral, inventou uma prensa manual que disponibiliza para pequenos mutirões em sua casa, onde se processa a massa de mandioca.

A família de Adenilza Sandre Leal (Chica) colheu três sacas de mandioca (cerca de 75kg) e se prepara para o mutirão junino da mandioca, e a produção de massa puba, levemente azeda que é usada como base de várias receitas regionais.

* Comunidade rural da Boa Vista, Bom Jardim (RJ), 2019. Projeto Veredas & Ofícios, Instagram @veredaseoficios

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Foto 1.
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Marianas e Manoéis: retratos de uma ocupação. Henrique Fornazin.

A ocupação Manoel Congo é vizinha à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, localizada na região da Cinelândia. Organizada pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) completou - em outubro de 2011 - quatro anos de existência. O prédio, em pleno coração do Rio de Janeiro, era de propriedade do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e permaneceu por cerca de 15 anos fechado e sem uso. Em 2007, 42 famílias de trabalhadores e trabalhadoras de baixa renda ocuparam o local, transformando as antigas salas de escritório em moradia. Para além do morar, elas construíram espaços para atividades coletivas como as salas de reuniões, a casa de Samba Mariana Crioula e o espaço Criarte que propõe reforço escolar, recreação e oficinas de produção cultural.
O trabalho de manutenção do espaço - limpeza, segurança, luta jurídica e formação - cria uma sociabilidade que foge ao encontrado convencionalmente nos condomínios de moradia formal. Esse ensaio fotográfico é uma pequena mostra desse cotidiano.

* Título em referência a Manoel Congo e Mariana Crioula líderes quilombolas da região de Vassouras, adotados como símbolos pelos moradores da ocupação.

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Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Marianas e Manoéis
Folhas e Curas. Mariana Leal Rodrigues.

Para cada planta, uma história de cura. No interior da Paraíba, mulheres trabalhadoras rurais mantêm viva a tradição de cuidar da saúde com seus remédios “do mato”. Elas cultivam pequenas hortas durante o ano todo, inclusive na época da seca, através de estratégias de armazenamento de água, que incluem tanques de pedra e cisternas para armazenamento da água da chuva. Seus quintais reúnem dezenas e até centenas de espécies de plantas medicinais.
Essas práticas se repetem por todo o Brasil. No Rio de Janeiro, a Rede Fitovida reúne mais de mil integrantes comprometidas com a preservação desses saberes. A pesquisa Folhas e curas em imagens: a circulação do conhecimento no Rio de Janeiro e na Paraíba* teve por objetivo verificar como esses saberes são transmitidos.

*Esse ensaio fotográfico foi realizado nos municípios de Solânea e Massaranduba, na Paraíba, em julho de 2011.

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Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
Folhas e Curas
O fotógrafo Lambe-Lambe: guardião da memória e cronista visual de uma comunidade. Abílio Afonso da Águeda. 

O fotógrafo Lambe-Lambe pode ser considerado um importante agente da democratização e popularização do retrato fotográfico nas classes menos privilegiadas de nossa sociedade, produzindo uma documentação visual que preserva e transmite a memória coletiva de grupos comunitários e familiares. O fotógrafo Lambe-Lambe faz parte do patrimônio cultural imaterial carioca.

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O fotógrafo Lambe-Lambe
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O fotógrafo Lambe-Lambe
Museu de Colagens Urbanas: os Haouka da Copa do Mundo. Camile Vergara.

Este ensaio composto de nove montagens fotográficas, na qual algumas imagens são sobreposições de mais duas ou três, é construído com o intuito de refletir sobre o processo de colagem e fragmentação do tempo/espaço urbano. Constitui parte da pesquisa de mestrado: corpo transgressão: manifesto performance (uma análise da economia política do corpo em performances de rua no Rio de Janeiro), coloca em dialogo performances urbanas decorrentes de processos de resistência, como os levantes de junho de 2013 com espaços da cidade em um exercício de reconstrução histórica. O estudo encontra referência na teoria do dispêndio de Georges Battaile (1975) e sua relação com a prática espacial de Henry Lefebvre (1986). Dialoga também com as noções que permeiam a passagem da sociedade disciplinar de Foucault (1988) para sociedade de controle de Deleuze (1990), em que o exercício performático atua sobre a desconstrução do corpo passivo e limpo dando lugar a um corpo mais combativo e menos vulnerável aos aparatos codificadores.

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Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Museu de Colagens Urbanas
Boa Vista do Ramos, Amazonas. Edney Clemente de Souza.

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Boa Vista do Ramos, AM.
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Mulheres da Maré. Still do documentário Das Nuvens para Baixo. Francisco Valdean.

Geandra, Dona Iraci, Genalda e Edilma são personagens do documentário "Das Nuvens para Baixo", um filme antropológico rodado nas favelas da Maré pela socióloga Eliska Altmann e o antropólogo Marco Antonio Gonçalves. No filme, as mulheres moradoras da Maré “interpretam” seus próprios diários.

 

Geandra é atriz profissional com longa trajetória de atuação no grupo de teatro Cia Marginal, no filme, além de sua própria experiência de vida, ela conduz cenários do livro o “Quarto de Desejo” da escritora Carolina Maria de Jesus.

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Mulheres da Maré
Mulheres da Maré
Mulheres da Maré
Mulheres da Maré
Mulheres da Maré
Arte e Juventude: identidade em Sobreposição. Inês Queiroga Coelho.

Este ensaio centra-se na tragetória, ou melhor, em fragmentos da trajetória de uma das jovens pesquisadas. Imagens e trechos de conversas com a jovem articulam-se, assim como tecido e fio, de modo a costurar e nos deixar entrever camadas ora em harmonia, ora em conflito que permeiam a sua pessoa. Uma narrativa fotográfica em que tema e linguagem se fundem, transpondo no corpo e em material "sensível" um caminhar espaço-temporal por seus diferentes universos e momentos de vida, de modo a construir, assim, uma grande colcha de retalhos que apenas começa a ser tecida.

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Identidade em Sobreposição
Identidade em Sobreposição
Identidade em Sobreposição
Identidade em Sobreposição
Identidade em Sobreposição
Identidade em Sobreposição
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