Seminário Internacional Imagens e Narrativas, 2011.

Em 2011, o INARRA organizou o III Seminário Imagens e Narrativas, seu primeiro seminário de cunho internacional que visava ampliar o debate sobre a antropologia visual para além de nossas fronteiras. Foram convidados pesquisadores e pesquisadoras, nacionais e internacionais, que atuam neste campo do saber distribuídos em duas conferências, quatro mesas sobre Pesquisa e Produção de Imagens, uma mesa sobre Distribuição e Divulgação de Produtos Audiovisuais e Apresentação das Exposições Fotográficas com uma conversa com os/as autores/as. Os trabalhos apresentados, os debates e as exposições fotográficas foram publicadas no DVDRom Imagens & Narrativas, em 2012, e registrado na Biblioteca Nacional sob o n. ISBN 978-85-86065-10-1.

Reproduzimos, aqui, alguns dos artigos apresentados neste Seminário Internacional e indicamos a forma para citar os artigos e exposições fotográficas: Autor/a. Título do trabalho. In PEIXOTO C.; COPQUE B.; CARVALHO C.-A.; SOUZA E. DVDRom Imagens & Narrativas. Rio de Janeiro, 2012. ISBN 978-85-86065-10-1.  

Artigos
NICHOLS, Bill. Encouters with Ethnography.
CARREÑO, Gaston. Antropología visual en latitudes australes: una aproximación a partir de la Revista Chilena de Antropología Visual y una investigación sobre imágenes de changos. 
CORADINI, Lisabete. O audiovisual africano como revolução. 
COSTA, Catarina Alves. O trabalho do filme etnográfico em perspectiva: questões da narrativa e da construção. 
GONÇALVES, Marco Antônio. Etnobiografia: biografia e etnografia ou como se encontram pessoas e
personagens. 
GUARINI, Carmen. Imagen y Memoria: una antropología visual de la ausencia. 
JONAS, Irène. De l 'argentique au numérique. Évolutions de la photographie familiale.
NOVAES, Sylvia Caiuby. A VOLTA, 14 anos depois. Ver as imagens que acompanham o artigo em Exposição Fotográfica.
ROCA, Lourdes. Investigación social con imágenes. Revisión de una búsqueda interdisciplinar. 
ROCHA, Ana Luiza; ECKERT, Cornélia. Imagens do tempo e as ressonâncias das memórias coletivas: etnografias da duração nas cidades contemporâneas.
SAMAIN, Etienne. Pensar por imagens. 
Exposições Fotográficas
Energia

Sylvia Caiuby Novaes

Universidade de São Paulo

 

As imagens aqui selecionadas foram captadas na viagem que fiz em Julho de 2011 à aldeia Bororo do Tadarimana. Talvez essa apresentação possa contribuir para o debate sobre as formas de utilização da imagem em processos de mudança social advindos do contato mais intenso de uma população indígena com a sociedade nacional. No entanto reconheço que esta é apenas uma boa justificativa acadêmica. Acima de tudo estas imagens são o registro de um olhar impactado pela mudança na paisagem que eu tão bem conhecia e que inúmeras vezes fotografei, ao longo de mais de 30 anos de pesquisa nas várias aldeias Bororo de Mato Grosso. Se o relato de viagem é sempre impregnado de memória é porque toda viagem recupera uma outra, como num palimpsesto.

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O silêncio do dizer

Bárbara Copque

INARRA-UERJ*

 

Nesse ensaio, o que se pretende é evidenciar um dizer que interpela o silêncio que desenha o espaço asilar. Um dizer que é um duplo devir: aquilo que emerge do a-ser-dito e ao mesmo tempo permanece como não-dito. O silêncio que abriga um tempo que se exerce tão profundamente e de forma tão diversa, que é difícil dizer quem interpela quem no registro dessas imagens.

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* Atualmente é professora doutora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense-UERJ.

1. As fotografias integram o banco de imagens da pesquisa Violência familiar e violência institucional: a vitimização das pessoas envelhecidas, coordenada por Clarice E. Peixoto e, inserida no projeto temático do INARRA-Grupo de Pesquisa Imagens, Narrativas e Práticas Culturais/CNPq-UERJ.

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Folhas e Curas

Mariana Leal Rodrigues

Profa. Assistente da UNIRIO, doutoranda PPCIS-UERJ*

 

Para cada planta, uma história de cura. No interior da Paraíba, mulheres trabalhadoras rurais mantêm viva a tradição de cuidar da saúde com seus remédios “do mato”. Elas cultivam pequenas hortas durante o ano todo, inclusive na época da seca, através de estratégias de armazenamento de água, que incluem tanques de pedra e cisternas para armazenamento da água da chuva. Seus quintais reúnem dezenas e até centenas de espécies de plantas medicinais.


Essas práticas se repetem por todo o Brasil. No Rio de Janeiro, a Rede Fitovida reúne mais de mil integrantes comprometidas com a preservação desses saberes. A pesquisa Receitas da vovó: um estudo sobre a transmissão de conhecimento de plantas medicinais entre grupos comunitários do Rio de janeiro e da Paraíba, feita por Mariana Leal Rodrigues no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ, tem por objetivo verificar como esses saberes são passados adiante.

 

Atualmente é professora doutora da UNIRIO. 

Esse ensaio fotográfico foi realizado nos municípios de Solânea e Massaranduba, na Paraíba, em julho de 2011.

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Boa Vista do Ramos

Edney Clemente de Souza

Doutorando PPCIS-UERJ*

 

Boa Vista do Ramos (AM) faz parte da microregião de Parintins, Amazonas, e o acesso ao município era exclusivamente por via fluvial.

 

Durante 10 anos acompanhei as iniciativas da Associação Regional das Casas Familiares Rurais (ARCAFAR-AM), cujo projeto principal se baseia no manejo sustentável da floresta, sendo a criação racional de abelhas sem ferrão uma das principais atividades.

 

A simplicidade da vida cotidiana ribeirinha e o envolvimento de adultos e crianças na criação de abelhas e, portanto, no sustento familiar, foram o que mais atraiu a minha atenção.

 

* Atualmente é doutor em Ciências Sociais-UERJ e Coordenador do setor de Fotografia do SENAC-RJ

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Marianas e Manuéis*: retratos de uma ocupação

Henrique Fornazin

Mestrando PPCIS-UERJ*

 

A ocupação Manoel Congo é vizinha à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, localizada na região da Cinelândia. Organizada pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) completou - em outubro de 2011 - quatro anos de existência. O prédio, em pleno coração do Rio de Janeiro, era de propriedade do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e permaneceu por cerca de 15 anos fechado e sem uso. Em 2007, 42 famílias de trabalhadores e trabalhadoras de baixa renda ocuparam o local, transformando as antigas salas de escritório em moradia. Para além do morar, elas construíram espaços para atividades coletivas como as salas de reuniões, a casa de Samba Mariana Crioula e o espaço Criarte que propõe reforço escolar, recreação e oficinas de produção cultural.


O trabalho de manutenção do espaço - limpeza, segurança, luta jurídica e formação - cria uma sociabilidade que foge ao encontrado convencionalmente nos condomínios de moradia formal. Esse ensaio fotográfico é uma pequena mostra desse cotidiano.

 

* Título em referência a Manoel Congo e Mariana Crioula líderes quilombolas da região de Vassouras, adotados como símbolos pelos moradores da ocupação. 

Atualmente mestre em Ciências Sociais-UERJ, fotógrafo.

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